quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Fernando Pessoa

Durmo ou não? Passam juntas em minha alma
Coisas da alma e da vida em confusão,
Nesta mistura atribulada e calma
Em que não sei se durmo ou não.

Sou dois seres e duas consciências
Como dois homens indo braço-dado.
Sonolento revolvo omnisciências,
Turbulentamente estagnado.

Mas, lento, vago, emerjo de meu dois.
Disperto. Enfim: sou um, na realidade.
Espreguiço-me. Estou bem... Porquê depois,
De quê, esta vaga saudade?

1 comentário:

Redboy_72 disse...

Não precisas de saber escrever,senti-la é o mais importante. Mas quando sentires vontade não hesites em tentar passar o que te vai na alma :)